No século XVI, a internet ainda não existia, muito menos sites e blogs. Na verdade, Johannes Gutenberg tinha acabado de inventar a imprensa de tipos móveis no século anterior. A partir daí, a publicação de livros em maior escala e a preços mais acessíveis mudou para sempre a estrutura da sociedade. Com a queda de até 400 vezes no preço dos livros, a vida intelectual deixou de ser monopolizada pela igreja e pela corte. A alfabetização tornou-se uma necessidade na vida urbana. Um grande número de escritores, músicos, políticos, religiosos, cientistas, médicos e exploradores pôde compartilhar seu conhecimento e inspiração.
Foi no século XVI que um monge se incomodou com vários erros na igreja e lutou por reformas. A igreja católica era a guardiã da cultura ocidental e, durante a Idade Média, acumulou riqueza e autoridade sem precedentes. Além do poder político, o papa detinha o maior poder – as chaves do paraíso e do inferno. Esse poder era mantido principalmente porque a igreja controlava a informação, especialmente a interpretação da Bíblia Sagrada. Desiludido com a rigidez e o controle da igreja, o monge Martinho Lutero começou a estudar profundamente as Escrituras e ousou questionar o sistema vigente. Seu profundo desejo de perdão levou Lutero a estudar a Bíblia, onde compreendeu que o justo viverá pela fé (Romanos 1. 17). Essa nova visão da graça levou Lutero a questionar especialmente a interpretação e o controle da igreja sobre as Escrituras.









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