Como manter a sanidade e a esperança quando as circunstâncias são extremamente desafiadoras? 

Além das pandemias, desastres naturais, crises políticas e econômicas, os valores morais estão cada vez mais comprometidos. Se nos concentrarmos excessivamente nas circunstâncias e nos nutrirmos espiritualmente somente através das notícias, inevitavelmente seremos vencidos. Contudo, a história do povo de Deus nunca foi isenta de adversidades. O que os manteve firmes diante dos desafios? Desde a escravidão no Egito até o exílio na Babilônia, encontramos exemplos de força, coragem e fé, mas também de medo, insegurança, dúvida e desespero.

As adversidades são uma constante:

Observem! Os ímpios preparam seus arcos; posicionam suas flechas nas cordas para, das sombras, dispararem contra os de coração íntegro” (Salmos 11.2). 
É totalmente compreensível que recorramos aos Salmos em momentos assim.
O teólogo britânico N. T. Wright aborda o povo de Israel durante seu exílio e destaca a relevância dos Salmos:
“…pessoas às quais era impensável entoar o cântico do Senhor em uma terra estranha descobriram que, na verdade, entoar essas canções (e compor novos poemas) era uma das poucas coisas capazes de preservar sua sanidade e lhes dar esperança”. 
Diante da violência, injustiça, adversidades e as aparentes arbitrariedades da vida, como permanecer fiel e ver as coisas sob a perspectiva de Deus?
Quando os fundamentos estão sendo destruídos, o que pode fazer o justo?” (Salmos 11.3). 
Redescobrir os Salmos é reencontrar o mais belo e antigo hinário do povo de Deus. Jesus e os autores do Novo Testamento eram íntimos dos Salmos. Se para o povo de Deus os Salmos eram parte do cotidiano, o que perdemos hoje ao negligenciar esse texto precioso?
Se, conforme N. T. Wright ressalta, as pessoas do mundo judaico e os primeiros cristãos, incluindo Paulo e os outros apóstolos, “cantavam e oravam os Salmos, dia após dia, mês após mês, permitindo que o livro moldasse seu caráter, aprimorasse sua visão de mundo, orientasse sua interpretação das demais Escrituras e, sobretudo, nutrisse e sustentasse a vida ativa que levavam, alimentando esperanças que mantinham a confiança em seu Deus, o criador do universo, mesmo em tempos sombrios e desoladores”, quanto estamos perdendo por negligenciarmos os Salmos?
O mundo em que Jesus viveu foi indubitavelmente moldado por práticas de oração centradas no livro dos Salmos. Se Deus, nosso Senhor e criador único de tudo, continua real e ativo neste mundo, se Ele veio habitar entre nós e prometeu retornar para estabelecer Seu reino definitivamente, então existe esperança. Os Salmos nos auxiliam a manter o foco no que é verdadeiramente essencial.

O Senhor está no seu santo templo; o Senhor tem o seu trono nos céus. Seus olhos observam; seus olhos examinam os filhos dos homens” (Salmos 11.4).


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