Em um Brasil polarizado, ser “isentão” é sinônimo de neutralidade ou sabedoria? Afinal de contas, é mesmo possível ser isento em alguma coisa? Como a fé cristã orienta o posicionamento político sem cair em idolatrias?

O Que é Ser “Isentão” na Política Brasileira?
O termo “isentão” emergiu no debate público como um rótulo ambíguo: para alguns, descreve quem se recusa a idolatrar políticos ou partidos, mantendo postura crítica diante de escândalos e polarizações. Para outros, é uma acusação àqueles que supostamente se omitem em nome de uma neutralidade impossível. A realidade, porém, é mais complexa.
Na política, não há isenção absoluta. Todo posicionamento — ou a falta dele — carrega implicações. Escolher não se alinhar a figuras como Lula ou Bolsonaro, por exemplo, já é uma tomada de posição: significa rejeitar a lógica do “nós contra eles” e questionar a idolatria a líderes humanos. No entanto, mesmo essa postura crítica não é neutra, pois pressupõe valores como integridade, justiça e responsabilidade ética — princípios que, para o cristão, são pilares inegociáveis.
A pergunta que se impõe não é “o cristão deve ser um isentão?”, mas “como a fé orienta nosso engajamento político sem cair em extremos?”. A Bíblia não endossa a neutralidade passiva: “Quem não é por mim é contra mim” (Lucas 11:23), disse Jesus, lembrando que até a omissão é uma forma de escolha. Ser crítico, portanto, não é sinônimo de isenção, mas de discernimento ativo, guiado pela verdade e pelo amor.
Neutralidade ou Responsabilidade? O que a Bíblia Ensina
A Bíblia não endossa a neutralidade em questões de justiça. Em Tiago 4:17, está escrito:
“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado.”
Isso significa que o cristão não pode se omitir diante de injustiças, mesmo que isso exija criticar ambos os lados da polarização. Ser “isentão”, no sentido de não se calar diante da corrupção ou da opressão, está alinhado com a ética cristã. Porém, a fé não permite neutralidade passiva: exige ação guiada pela verdade e pelo amor.
“Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: Pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus”
– Miquéias 6.8
Cristãos e Política: Engajar-se sem Idolatrar
A Bíblia adverte contra a idolatria de líderes humanos. Salmo 146:3 diz:
“Não confiem em príncipes, em meros mortais, incapazes de salvar.”
Isso não significa desprezar a política, mas reconhecer que nenhum líder ou partido é perfeito. O cristão deve:
- Criticar com equilíbrio: Apontar erros de todos os lados, como fez o profeta Natã ao confrontar o rei Davi (2 Samuel 12).
- Valorizar princípios, não personalidades: Apoiar políticas que promovam vida, justiça e dignidade (Provérbios 31:8-9), independentemente de quem as propõe.
- Rejeitar o “nós contra eles”: A polarização alimenta ódio, mas o cristão é chamado a ser “sal da terra” (Mateus 5:13), promovendo diálogo e reconciliação.
Como Ser “Isentão” à Maneira de Cristo?
1. Priorize valores, não partidos: A ética acima da ideologia
A Bíblia não orienta os cristãos a seguir siglas ou personalidades, mas a defender princípios imutáveis. Em Isaías 1:17, Deus ordena: “Aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão, defendam os órfãos e pleiteiem a causa das viúvas.” Isso significa apoiar políticas que protejam os vulneráveis — como acesso à saúde, combate à fome e defesa da vida — independentemente de quem as propõe.
Exemplo prático:
Se um governo implementa programas e políticas públicas eficazes, o cristão pode reconhecer o mérito da medida, mesmo que critique outros aspectos da gestão. A fidelidade é a Cristo, não a partidos. Como disse o apóstolo Paulo: “Sigam somente a Cristo” (1 Coríntios 1:12-13).
2. Denuncie injustiças, não pessoas: Coragem profética sem ódio
João Batista confrontou Herodes por seu adultério e injustiça (Marcos 6:18), mas não atacou sua dignidade humana. Da mesma forma, o cristão é chamado a expor estruturas corruptas — como nepotismo, desvio de recursos públicos ou violação de direitos — sem reduzir críticas a ataques pessoais.
Como aplicar:
- Foque nos sistemas: A Bíblia lembra que “nossa luta não é contra pessoas, mas contra poderes espirituais da maldade” (Efésios 6:12).
- Use linguagem respeitosa: Jesus criticou fariseus hipócritas (Mateus 23), mas morreu por eles. Denuncie o erro, mas ore por quem o comete.
3. Ore por todos os líderes: Intercessão, não idolatria
1 Timóteo 2:1-2 ordena: “Façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica.” Orar por governantes não significa apoiar suas falhas, mas reconhecer que até autoridades ímpias são instrumentos de Deus (Romanos 13:1).
O que incluir nas orações:
- Sabedoria: Que líderes governem com discernimento (1 Reis 3:9).
- Integridade: Que resistam à corrupção (Provérbios 29:4).
- Conversão: Que conheçam a Cristo, como ocorreu com o apóstolo Paulo.
4. Promova diálogo e reconciliação: Seja ponte, não trincheira
Jesus chamou seus seguidores de “pacíficos” (Mateus 5:9), não de neutros. Em um cenário polarizado, o cristão deve:
- Escutar antes de julgar: “Sejam prontos para ouvir, tardios para falar” (Tiago 1:19).
- Unir em vez de dividir: Paulo enfrentou divisões em Corinto lembrando que “todos vocês são um em Cristo” (Gálatas 3:28).
O “Isentão” que Agrada a Cristo
Ser “isentão” à maneira de Cristo não é sinônimo de passividade, mas de fidelidade radical a valores eternos em meio a tempestades políticas. Enquanto o mundo pede para escolher entre Lula e Bolsonaro, o cristão escolhe seguir Aquele que disse: “Meu Reino não é deste mundo” (João 18:36). Sua missão é ser sal e luz — preservando a integridade e iluminando caminhos tortuosos, mesmo que isso custe incompreensão. Lembre-se: se você confessa Jesus Cristo, a sua posição já está mais do que escancarada.
Desafio:
Na próxima discussão política, pergunte-se: “Como Jesus agiria aqui?” A resposta guiará você para além de rótulos, rumo a um engajamento que honra a Deus.
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