O que muitos cristãos repetem como verdade, mas que a Bíblia nunca afirmou!
O três reis magos. Maria Madalena, a prostituta. Ser cristão significa ser um ‘pequeno Cristo’. Essas são ideias comuns difundidas no meio cristão. Neste artigo vamos desconstruir cinco ideias populares que acabaram virando “verdades” na boca do povo – mas que, na realidade, não passam de tradições humanas sem qualquer base nas Escrituras. À medida que você for lendo, pergunte a si mesmo: “Será que já repeti algum desses mitos sem nem perceber?”
1. O termo “Cristão” Significa “Pequeno Cristo”
Não. A palavra ‘cristão’ não significa ‘pequeno cristo’.
É fácil imaginar essa definição tão bonita: somos pintados como miniaturas de Jesus, replicando cada gesto e atitude. Só que, ao buscarmos o termo original, percebemos que isso não aparece em lugar nenhum da Bíblia.
- Onde o nome surge: Christianos (grego) aparece apenas três vezes no Novo Testamento (Atos 11:26; 26:28; 1 Pedro 4:16). Em todas, o sentido é “aquele que pertence a Cristo” ou “seguidor de Cristo” – enfatizando pertencimento e fé, não semelhança física ou autoridade.
- Como se espalhou o mito: Escritores cristãos, como C. S. Lewis em Cristianismo Puro e Simples, falam poeticamente de “pequenos Cristos” para ilustrar nossa transformação interior. Mas isso é metáfora literária, não etimologia! O próprio Lewis jamais afirmou que o significado de cristão como pequenos cristos seria uma definição bíblica.
- Reflexão para você: Ao se apresentar como cristão, reflita: você está se comprometendo com a vida e o ensino de Jesus – nem mais nem menos.
2. “A Agulha” do exemplo de Jesus era, na verdade, uma Portinha Secreta
“Você já ouviu que, ao cair a noite, um túnel estreito no muro de Jerusalém deixava camelos e mercadores entrarem de fininho?”
Esse é outro mito que tenta “suavizar” o impacto das palavras de Cristo. Em Mateus 19:24, lemos:
“É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos céus.”
Muitas pregações insistem que “agulha” era um portão minúsculo onde o animal baixaria sua carga e atravessaria de lado. Acontece que não há registro desse portal em nenhum texto antigo nem escavação arqueológica. Então, sim, Jesus se referia à uma agulha de costurar ou tecer mesmo.
- O sentido real: Jesus escolheu a imagem de uma agulha de costurar – cujo orifício, literalmente, impede a passagem de qualquer coisa que não seja um fio finíssimo. Imagine tentar empurrar um elefante pela orelha de um alfinete. Essa ênfase reforça a impossibilidade da salvação baseada em mérito humano.
- Pergunta para o leitor: Você já se sentiu preso ao seu próprio “tesouro” — carreira, bolsa de estudos, conforto material — como se fosse impossível desapegar-se para confiar totalmente em Deus?
3. O Sumo Sacerdote entrava no Santo dos Santos com uma “Corda de Resgate”
“Falam que, no Dia da Expiação, o sumo sacerdote entrava amarrado por uma corda, para os outros o puxarem caso morresse…”
Essa lenda não aparece em nenhum livro bíblico. As Escrituras (Êxodo 28; Levítico 16) mencionam detalhes do vestuário sacerdotal e dos rituais, mas nada de cordas para resgate.
- O que sabemos de fato: O sumo sacerdote vestia sinos presos à orla da túnica, para anunciar sua aproximação do Santo dos Santos. Se algo desse errado no ritual, a comunidade tinha outros meios de lidar com isso – não cordas penduradas no pescoço de ninguém!
- Conexão pessoal: Quantas vezes inventamos “atalhos” ou explicações fáceis para fenômenos complexos da fé? Essa história mostra como, às vezes, priorizamos mitos confortáveis em vez de estudar o texto original.
4. Os três reis magos que visitaram o menino Jesus
De onde as pessoas tiraram a ideia de que eram três e não cinco ou doze magos?
“Todo fim de ano vemos pessoas montarem um presépio com três reis magos — mas não é estranho não aparecerem seus nomes na Bíblia?”
E, de fato, não aparecem. Em Mateus 2:1–12, lemos sobre “magos do Oriente” que trouxeram presentes, mas jamais se fala em quantos.
- Origem do “três”: A associação ao número três vem da quantidade de presentes (ouro, incenso e mirra) e, séculos depois, a tradição medieval atribuiu nomes e até cores simbólicas a cada um. Para quem prefere ficar com a fundamentação bíblica mais literal, portanto, não sabemos quantos magos eram e nem quais eram os seus nomes.
- Exercício de imaginação: E se tivessem sido cinco, sete ou então uma caravana de vinte? O Evangelho não se prende ao número, mas sim à atitude de adoração e reconhecimento de Jesus como Rei.
5. Maria Madalena era uma prostituta que andava com Jesus
Quantas vezes você já ouviu a respeito de uma prostituta dos tempos de Jesus chamada Maria Madalena?
Apesar de a Bíblia dizer que Maria foi liberta de sete demônios e que ela foi a primeira a testemunhar o túmulo vazio (Lucas 8:2; João 20:11–18), não há indicação alguma de que ela tenha sido prostituta.
- Origem do mal‑entendido: A “mulher pecadora” que unge Jesus em Lucas 7:36–50 nunca é identificada como Maria Madalena. Com o tempo, arte, literatura e homilias populares fundiram as duas figuras. O fato é que as Escrituras nunca descrevem Maria Madalena como prostituta ou sugerem que ela tenha levado uma vida de pecado sexual.
- Impacto na fé: Reduzir a identidade de Maria Madalena a um estereótipo empobrece nossa compreensão da diversidade e da dignidade dos primeiros seguidores de Cristo.
É importante lembrar que Jesus era conhecido por Sua proximidade com pessoas marginalizadas, como publicanos, pecadores e até prostitutas (Lucas 7:36-50: Mateus 21:31-32; João 8:1-11), mostrando um amor compassivo. Ao desmascarar o mito de que Maria Madalena era uma prostituta, não buscamos sugerir que as pessoas com quem Jesus andava precisavam de algum grau de “pureza” para validar Sua mensagem. O objetivo é simplesmente corrigir uma crença popular que não encontra respaldo nas Escrituras. A Bíblia apresenta Maria Madalena como uma discípula fiel, liberta de demônios e testemunha da ressurreição, e reconhecer essa verdade nos permite valorizar ainda mais a graça transformadora que Jesus oferecia a todos.
A Importância de retorne sempre à Fonte
Cada um desses mitos revela como nossas tradições podem desviar o olhar da mensagem central da Bíblia. No lugar de confiar em autores, pregadores ou peças de arte, faça do estudo direto das Escrituras seu guia principal.
- Desafio prático: Escolha um trecho bíblico que você conhece bem e procure em comentários acadêmicos ou em diferentes traduções. Faça anotações, questione pressupostos antigos e compartilhe com um grupo de estudo.
- Convite: Se você se identificou com algum desses mitos, reflita hoje mesmo: qual “verdade popular” você está disposto a deixar para trás em nome de uma fé mais sólida?
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