Quando o Entretenimento Não Basta: Por Que a Gen Z Está Voltando à Igreja (e Buscando Profundidade)

Durante décadas, a narrativa foi consistente e desanimadora: jovens estão abandonando a Igreja em massa. A religião institucional está morrendo. A próxima geração será a menos cristã da história americana. Pastores e líderes criaram programas cada vez mais “relevantes” – cultos com luzes de LED, bandas profissionais, mensagens motivacionais de 20 minutos, tudo embalado como entretenimento de qualidade para “atrair jovens”.

Mas algo inesperado está acontecendo.

Em setembro de 2025, o Barna Group – uma das organizações de pesquisa mais respeitadas na interseção entre fé e cultura – divulgou dados que surpreenderam muitos: jovens da Geração Z (18-28 anos) estão frequentando a igreja mais que qualquer outra geração adulta. A Gen Z comparece, em média, 1,9 vezes por mês (cerca de 23 cultos por ano), superando Millennials (1,8 vezes/mês), Gen X (1,6), e Boomers e Elders (apenas 1,4 vezes/mês).

Mais impressionante ainda: esse número quase dobrou em apenas cinco anos. Em 2020, no auge da pandemia, jovens adultos frequentavam pouco mais de uma vez por mês. Em 2025, estão quase em dois cultos mensais. Como David Kinnaman, CEO do Barna Group, resumiu: “Esta é uma reversão geracional histórica. Pela primeira vez em décadas, os jovens adultos são os frequentadores mais regulares de igreja.”

O Que os Números Revelam (e Escondem)

Antes de celebrarmos prematuramente, precisamos entender o que esses dados realmente significam – e o que não significam.

O que eles mostram:

  • Entre os jovens que frequentam igreja, estão indo com mais regularidade que gerações anteriores
  • Houve uma recuperação significativa pós-pandemia entre Gen Z e Millennials
  • O declínio entre gerações mais velhas (Boomers/Elders) é acentuado: em 2000, Elders [1] frequentavam 2,3 vezes por mês; em 2025, apenas 1,4

O que eles NÃO mostram:

  • Isso não significa que a maioria da Gen Z está na igreja. Apenas 45% dos americanos abaixo de 30 anos se identificam como cristãos, segundo Pew Research
  • “Dois cultos por mês” ainda significa que mesmo os frequentadores mais regulares estão ausentes metade do tempo
  • O declínio geral no número absoluto de americanos que frequentam igreja continua

Como Daniel Copeland, vice-presidente de pesquisa do Barna, observou: “Mesmo frequentadores realmente regulares não comparecem com tanta frequência. Entre todos os adultos que vão à igreja, a média é 1,6 vezes por mês – ou seja, cerca de duas em cada cinco semanas. Isso ajuda a entender as frustrações que pastores sentem ao tentar construir momentum congregacional.”

Ryan Burge, analista de dados e professor na Washington University, também é cauteloso: “Não há dados conclusivos sobre frequência geral de igreja entre a Gen Z. Alguns estudos sugerem que são os menos propensos a frequentar; outros, como o do Barna, mostram o oposto. A totalidade de outras fontes de dados não chega às mesmas conclusões.”

Então, precisamos de realismo: não estamos testemunhando um grande avivamento. Mas há uma tendência encorajadora e contraintuitiva que merece ser entendida.

Por Que Isso Está Acontecendo? A Busca por Profundidade em Mundo Líquido

Se você cresceu nos anos 2000 e 2010, provavelmente conhece o modelo de “igreja relevante”. Cultos projetados como shows. Mensagens terapêuticas sobre autoestima. Líderes vestidos como celebridades. Tecnologia de ponta. Tudo calibrado para “não parecer igreja” – porque, supostamente, jovens rejeitavam qualquer coisa tradicional ou estruturada.

Mas a Gen Z cresceu saturada disso. Eles tiveram entretenimento infinito ao alcance dos dedos desde que nasceram. Netflix. YouTube. TikTok. Instagram. Spotify. Se queriam entretenimento, não precisavam ir à igreja para isso. E quando foram, muitos encontraram algo que parecia… vazio.

Como Amie Duke, gerente de mídias sociais de 27 anos da Ascension Press, observou: “Por anos, ouvimos a história de que jovens estão deixando a fé, o que ainda é verdade. Mas talvez a história agora seja que estamos procurando algo real. Estamos procurando verdade, propósito e comunidade – e encontrando isso na igreja.”

Várias dinâmicas culturais convergem para explicar essa busca:

Primeiro, cansaço da fluidez pós-moderna. A Gen Z cresceu em um mundo onde “sua verdade” é diferente da “minha verdade”, onde identidades são fluidas, onde nada é fixo ou estável. O filósofo Zygmunt Bauman chamou isso de “modernidade líquida” – tudo é temporário, descartável, em constante mudança. Mas o ser humano não foi feito para viver sem raízes. Há um limite para quanta fluidez a alma pode suportar [2].

Jovens estão exaustos disso. Querem âncoras. Querem convicções. Querem algo que tenha sobrevivido 2 mil anos de história, não algo que foi inventado na semana passada. Como um jovem entrevistado para pesquisa do Barna disse: “Não quero ‘minha verdade’. Quero A verdade. E se o cristianismo é verdadeiro, então quero conhecê-lo profundamente, não superficialmente.”

Segundo, rejeição do entretenimento religioso. A Gen Z é altamente sensível a autenticidade (ou falta dela). Eles detectam performance a quilômetros de distância. E muitos cresceram vendo igrejas que pareciam mais interessadas em impressionar do que em transformar. Luzes, fumaça, banda de qualidade profissional – tudo ótimo, mas e o conteúdo? E a formação? E o desafio de realmente seguir Jesus de forma radical?

Como John Donahue, criador de conteúdo católico focado na Gen Z, comentou sobre os dados do Barna: “Sempre tive um sentimento e esperança de que algo assim aconteceria com minha geração. Mas fiquei definitivamente surpreso que acontecesse tão cedo, e que pudéssemos ver provas tão cedo.”

Terceiro, influência das redes sociais (de forma inesperada). Sim, as redes sociais são frequentemente vistas como inimigas da fé. Mas também deram à Gen Z acesso a recursos teológicos que gerações anteriores nunca tiveram. Jovens estão descobrindo teologia reformada através de podcasts. Estão assistindo a explicações de catecismo no YouTube. Estão lendo os Pais da Igreja em PDFs gratuitos. Estão aprendendo sobre liturgia histórica no TikTok.

O Padre Mike Schmitz, cujo podcast “Bible in a Year” alcançou milhões de jovens, observa que as perguntas mudaram: “Antes, a pergunta era: ‘Deus é real?’ Agora, a pergunta é: ‘Como construo um relacionamento com Deus?’” Jovens não estão questionando se Deus existe – estão buscando como conhecê-Lo profundamente.

Quarto, reação ao caos cultural. A Gen Z cresceu durante crises sem precedentes: terrorismo pós-11/9, crise financeira de 2008, polarização política extrema, pandemia global, ansiedade e depressão epidêmicas. Eles viram instabilidade constante. Nesse contexto, comunidades de fé que oferecem estabilidade, tradição, pertencimento real – não apenas likes virtuais – tornam-se incrivelmente atraentes.

O Que a Gen Z Está Buscando (e Encontrando) na Igreja

Então, quando esses jovens voltam à igreja, o que estão procurando? Os dados e entrevistas revelam padrões claros:

Liturgia estruturada, não performance espontânea. Há um movimento crescente de jovens protestantes em direção a tradições litúrgicas – anglicana, luterana, presbiteriana. Não porque gostam de formalismo por si só, mas porque a liturgia ensina teologia através da repetição. Cada oração, cada leitura, cada resposta corporativa forma a alma. Como o ditado latino diz: Lex orandi, lex credendi – como oramos é como cremos.

Liturgia não é show. É adoração ordenada, centrada em Deus, não no pregador ou na banda. E para uma geração saturada de performances, isso é libertador.

Teologia sólida, não mensagens motivacionais. Jovens querem ser ensinados, não apenas inspirados. Querem catecismo, confissões de fé, doutrina articulada. Querem saber não apenas “Jesus me ama”, mas quem é Jesus, o que Ele fez, por que isso importa, como isso muda tudo. Querem respostas para questões difíceis, não clichês simplistas.

Um estudo global do Barna com adolescentes descobriu que 77% dos adolescentes americanos estão pelo menos um pouco motivados a continuar aprendendo sobre Jesus ao longo de suas vidas – uma taxa muito maior que a global. A fome por conhecimento está lá. A questão é: as igrejas estão oferecendo substância?

Comunidade verdadeira, não eventos ocasionais. A Gen Z cresceu hiperconectada digitalmente mas profundamente solitária. Pesquisas mostram que 39% da Gen Z relatam ter se sentido solitários pelo menos uma vez por semana durante a infância – mais que qualquer outra geração. Eles têm 500 “amigos” no Instagram, mas ninguém que realmente os conhece.

Igrejas que oferecem comunidade real – não apenas cultos dominicais, mas grupos pequenos, discipulado intencional, relacionamentos intergeracionais, família espiritual – estão vendo jovens se apegarem. Como Brad Hill, presidente da Gloo Media Network, observou: “Cada interação conta. Igrejas que priorizam pontos de contato relacionais e engajamento digital conseguem alcançar melhor gerações mais jovens onde elas já estão.”

Sentido de história e continuidade. Jovens querem saber que fazem parte de algo maior que si mesmos, maior que sua geração, maior que sua cultura. Querem conexão com 2 mil anos de cristianismo. Querem ler Agostinho, Atanásio, Calvino, Wesley. Querem entender os credos ecumênicos. Querem pertencer a uma tradição.

Isso não é nostalgia romântica. É busca por raízes em um mundo que arrancou todas as raízes.

Sacramentos levados a sério. Batismo e Ceia do Senhor não como símbolos vazios ou rituais mecânicos, mas como meios reais de graça. Momentos onde Deus encontra seu povo de forma tangível. Para uma geração que vive no mundo virtual, há algo poderosamente físico e real nos sacramentos.

O Imperativo da Confissão: Carl Trueman e a Necessidade de Raízes Teológicas

O teólogo e historiador Carl Trueman tem escrito extensivamente sobre a necessidade de confessionalidade na Igreja contemporânea. Em sua obra sobre o tema, Trueman argumenta que a Igreja precisa saber o que crê e por quê – não apenas “Jesus e eu”, mas uma compreensão articulada e historicamente enraizada da fé cristã [3].

Trueman observa que vivemos em uma era de “individualismo expressivo”, onde a identidade é definida por sentimentos internos e autoexpressão, não por verdades objetivas ou pertencimento a comunidades com convicções compartilhadas. Nesse contexto, igrejas que simplesmente espelham a cultura – enfatizando experiência pessoal, autenticidade emocional, “seja você mesmo” – não oferecem nada distintivo. São apenas mais uma voz no coro cultural.

Mas igrejas confessionais – aquelas que se ancoram em credos históricos, confissões de fé (como Westminster, Heidelberg, Augsburgo), catecismos robustos – oferecem algo radicalmente diferente: estabilidade teológica. Elas dizem: “Eis o que cremos. Eis por que cremos. Eis como isso se conecta com o que a Igreja sempre creu. Você não precisa reinventar a roda. Você pertence a uma tradição.”

Para a Gen Z, cansada de ter que construir sua própria identidade do zero em mundo fluido, isso é incrivelmente atraente. Não precisam descobrir o cristianismo sozinhos. Podem se enraizar em 2 mil anos de reflexão teológica, de mártires, de santos, de formulações doutrinárias testadas pelo tempo.

Trueman também adverte: tradição não é tradicionalismo. Tradição é a “fé viva dos mortos”; tradicionalismo é a “fé morta dos vivos”. A primeira nos conecta com sabedoria histórica enquanto permanecemos abertos à obra contínua do Espírito. O segundo idolatra o passado e resiste a qualquer mudança. Gen Z não busca museus eclesiásticos. Busca raízes vivas.

Críticas Necessárias: Cuidados que Devemos Ter

Mas precisamos de honestidade teológica e pastoral. Essa tendência não é garantia de nada, e há armadilhas reais:

Primeiro, liturgia sem vida é formalismo morto. Não basta ter ordem de culto “tradicional” se não há adoração genuína. Não adianta cantar hinos antigos se os corações estão frios. Forma não salva. Jesus condenou fariseus que tinham toda a liturgia certa mas corações distantes de Deus (Mateus 15.8). O perigo é trocar entretenimento vazio por formalismo vazio.

Segundo, tradição pode virar estética, não transformação. Há um risco de jovens serem atraídos pela “vibe” de igrejas tradicionais – velas, incenso, arquitetura gótica, robes litúrgicos – sem genuína conversão. Cristianismo não é movimento estético. É encontro com Cristo vivo que transforma radicalmente. Cuidado com “tradição” que é apenas trend do TikTok.

Terceiro, não podemos criar divisão “litúrgico bom / contemporâneo ruim”. Essa é uma falsa dicotomia. Há igrejas contemporâneas com profundidade teológica imensa e discipulado sério. E há igrejas litúrgicas completamente mortas espiritualmente. O problema não é forma litúrgica, mas superficialidade – que pode existir em qualquer tradição.

Pentecostalismo genuíno, por exemplo, também forma profundamente quando centrado em Escritura, oração fervorosa e comunidade sacrificial. O problema não é estilo de adoração, mas ausência de substância.

Quarto, maioria da Gen Z ainda é secular. Não podemos esquecer: 45% da Gen Z americana se identifica como cristã. Isso significa que 55% não se identifica. E entre os 45% que se identificam, nem todos praticam. A pesquisa do PRRI mostra que um terço da Gen Z (34%) é religiosamente não-afiliado – a maior taxa de qualquer geração adulta.

Então sim, há sinais encorajadores entre aqueles que frequentam igreja. Mas o campo missionário permanece vasto.

Implicações Para a Igreja Brasileira: O Que Podemos Aprender

Esses dados são predominantemente americanos. O Brasil tem contexto diferente – pentecostalismo e neopentecostalismo dominam, não protestantismo histórico. Mas os princípios subjacentes se aplicam:

Primeiro, superficialidade não discipula. Se igrejas brasileiras continuarem oferecendo apenas entretenimento gospel, mensagens motivacionais e “experiências”, perderão a próxima geração assim que ela perceber que isso não transforma. Jovens brasileiros também têm Netflix. Também têm TikTok. Se querem show, não precisam de igreja.

Segundo, investir em formação teológica séria. Catequese. Estudos bíblicos profundos. Leitura de teologia sólida. Ensino doutrinário claro. Discipulado intencional. Não apenas “células” sociais, mas verdadeira formação em convicções cristãs robustas. Jovens têm fome de ser ensinados – mas quantas igrejas estão realmente ensinando?

Terceiro, recuperar valor da tradição protestante histórica. Não copiar liturgia anglicana acriticamente, mas reconectar-se com riqueza teológica de Reforma, com confissões históricas, com catecismos, com teólogos clássicos. Muitos evangélicos brasileiros não sabem que são herdeiros de tradição riquíssima. Estão órfãos teológicos.

Quarto, construir comunidade real, não apenas eventos. Igreja não é auditório onde pessoas assistem a um show semanalmente. É família espiritual onde pessoas se conhecem, se cuidam, se discipulam. Jovens brasileiros também são solitários. Também precisam de pertencimento genuíno.

Quinto, equilibrar tradição e contexto. Não precisamos importar formas litúrgicas anglo-saxônicas. Mas precisamos dos princípios: adoração centrada em Deus (não em performance humana), teologia sólida (não clichês vazios), formação intencional (não entretenimento), comunidade real (não apenas eventos).

Sexto, resistir à tentação do triunfalismo. Tendências encorajadoras não são garantia. Deus é soberano, e a obra é dEle, não nossa. Nossa responsabilidade é fidelidade – pregar a Palavra, administrar sacramentos, discipular fielmente. Resultados estão nas mãos de Deus.

Conclusão: Esperança Realista e Fidelidade ao Chamado

Os dados do Barna não revelam um grande avivamento. Revelam algo mais modesto mas real: entre jovens que frequentam igreja, há busca crescente por profundidade, não superficialidade; por tradição, não novidade; por formação, não entretenimento.

Isso deveria nos encorajar e nos desafiar simultaneamente.

Encorajar porque confirma algo que sempre foi verdade: o Evangelho não precisa ser diluído para ser atraente. Cristo não precisa de marketing. A Palavra não precisa de efeitos especiais. Quando igrejas oferecem substância real – teologia sólida, comunidade genuína, adoração centrada em Deus, discipulado intencional – jovens respondem. Eles têm fome de profundidade. Sempre tiveram. Só não estávamos oferecendo.

Mas também deveria nos desafiar: quantas igrejas realmente oferecem isso? Quantas investem em catequese séria? Quantas formam em doutrina robusta? Quantas constroem comunidade real? Quantas chamam jovens a morrer para si mesmos e seguir Cristo radicalmente?

Ou quantas apenas oferecem entretenimento gospel embalado como “relevância”?

David Kinnaman, do Barna, observou: “A renovada abertura à fé entre jovens representa uma oportunidade massiva para líderes congregacionais, mas esse interesse renovado deve ser administrado bem. Nossa pesquisa mostra claramente que frequentar igreja por si só não cria discípulos devotos.”

Isso é crucial. Números de frequência não salvam. Liturgia bonita não transforma. Teologia correta sem vida no Espírito é ortodoxia morta. O que transforma é encontro genuíno com Cristo vivo, mediado por sua Palavra, celebrado em sacramentos, vivido em comunidade, capacitado pelo Espírito.

Apocalipse 7.9 profetiza “uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e do Cordeiro”. Nessa multidão estarão representantes da Gen Z, Millennials, Gen X, Boomers – de todas as gerações. Porque Deus é fiel às suas promessas, e nenhuma geração está além do alcance de sua graça.

Jesus prometeu: “Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18). Essa promessa não falha. A Igreja não morre. Pode mudar de forma, pode migrar geograficamente, pode ser perseguida, pode passar por vales – mas não morre. Porque é corpo de Cristo, e Cristo vive.

Nossa responsabilidade não é “salvar a Igreja” ou “atrair a Gen Z”. Nossa responsabilidade é fidelidade: pregar a Palavra com fidelidade, administrar sacramentos com reverência, discipular com intencionalidade, amar com sacrifício, viver com santidade. Os resultados pertencem a Deus.

E quando formos fiéis – oferecendo não entretenimento, mas Cristo; não novidade, mas verdade eterna; não performance, mas adoração genuína – Deus, em sua soberania, chamará aqueles que Ele escolheu. Inclusive da Gen Z.


Como sua igreja está formando a próxima geração? Você está oferecendo profundidade teológica ou apenas entretenimento gospel? Comunidade real ou apenas eventos semanais? Desafio radical ao discipulado ou mensagens motivacionais superficiais? E se sua igreja desaparecesse amanhã, o que os jovens da sua comunidade sentiriam falta – do show ou de Cristo?


[1] Elders – Não é um termo de geração específico: O termo elder pode ser usado para descrever qualquer pessoa que atingiu uma idade avançada ou que é considerada um membro sênior de uma família, comunidade ou sociedade.

[2] Modernidade Líquida é um dos textos centrais de Bauman, onde ele traça a transição de uma modernidade “sólida” (com estruturas duradouras) para uma modernidade “líquida” (marcada pela mudança constante). O livro analisa temas como trabalho, comunidade, tempo e individualidade, mostrando como a liquidez altera expectativas e comportamentos sociais. (BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. 1. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2021. 280 p.).

[3] Em O Imperativo Confessional, Carl R. Trueman sustenta que a vitalidade e a fidelidade da Igreja dependem de confissões claras e públicas. Para Trueman, credos e confissões funcionam como mapas doutrinários que orientam ensino, culto e formação moral; sem eles, comunidades cristãs ficam vulneráveis ao individualismo e à adaptação acrítica às modas culturais. O autor combina argumentos históricos, teológicos e pastorais para mostrar por que a confessionalidade é prática necessária – não apenas opcional – para a transmissão fiel da fé cristã. (TRUEMAN, Carl R. O Imperativo Confessional. São Paulo: Editora Monergismo, 2019. 241 p.).


📜 Sem confissão, a fé perde forma. Sem forma, perde fidelidade

Em O Imperativo Confessional, Carl R. Trueman afirma com clareza e convicção: igrejas fortes precisam de confissões claras.

Longe de serem relíquias do passado, credos e confissões funcionam como mapas doutrinários que preservam o ensino bíblico, moldam a adoração e protegem o povo de Deus contra o individualismo e as pressões culturais.

Trueman mostra, com profundidade histórica e sensibilidade pastoral, que rejeitar confissões não fortalece a fé — enfraquece. Ele demonstra por que “nenhum credo, senão a Bíblia” é uma promessa que soa piedosa, mas termina sendo anticristã e antibíblica, pois desfigura o testemunho histórico da Igreja.

Com contribuições de teologia, história e prática pastoral, o autor apresenta um argumento convincente para recuperar uma confessionalidade robusta, saudável e pública – uma fé que sabe o que crê, confessa o que crê e vive o que confessa.

🔥 Uma igreja sem confissão perde sua voz. Uma igreja confessional recupera sua identidade.


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