O Que a Reforma Protestante Realmente Ensina Sobre Imagens

Na primavera de 1522, enquanto Martinho Lutero estava escondido no Castelo de Wartburg traduzindo o Novo Testamento para o alemão, algo dramático aconteceu em Wittenberg. O Conselho Municipal, sob influência de Andreas Karlstadt – colega e aliado de Lutero na Universidade – determinou a retirada de imagens das igrejas. Quando a execução começou, a multidão reunida diante da igreja invadiu o templo, arrancou imagens das paredes, quebrou-as e terminou queimando tudo do lado de fora.

Em questão de minutos, uma paixão brutal destruiu o que para gerações de cristãos fora objeto de veneração religiosa. Como uma epidemia, o iconoclasmo se alastrou por toda a região. Onde os iconoclastas passaram, os templos ficaram vazios como lavouras após chuva de granizo.

A notícia chegou a Lutero no Wartburg. Sua reação? Fúria. Não contra as imagens católicas, mas contra os destruidores delas.

Lutero abandonou seu esconderijo seguro – arriscando prisão e execução – e voltou a Wittenberg para confrontar os iconoclastas. Em oito sermões consecutivos (conhecidos como “Sermões Invocavit”), pregados entre 9 e 16 de março de 1522, ele denunciou a destruição como vandalismo que traía a liberdade evangélica e reintroduzia legalismo.

“Imagens são permitidas”, declarou Lutero. E mais: “Se eu pudesse, mandaria pintar toda a Bíblia dentro e fora das casas.”

Essa não é a história que muitos evangélicos aprenderam sobre a Reforma. Mas é a história real. E ela importa.

Karlstadt: O Primeiro Iconoclasta Protestante

Para entender a posição dos reformadores sobre imagens, precisamos começar com Andreas Karlstadt (1486-1541). Ele é o personagem frequentemente esquecido, mas absolutamente crucial para compreender o iconoclasmo protestante.

Karlstadt era professor na Universidade de Wittenberg, colega próximo de Lutero. Em 1518, influenciado por Erasmo de Roterdã e sua crítica à piedade medieval externalizada, Karlstadt começou a desenvolver uma teologia radicalmente espiritualizante. Citando João 6.63 – “O Espírito dá vida; a carne não produz nada que se aproveite” – Karlstadt argumentava que atos externos de adoração (incluindo imagens) tinham pouco valor.

Quando Lutero foi forçado a se esconder no Wartburg após a Dieta de Worms (maio de 1521 a março de 1522), Karlstadt assumiu a liderança do movimento reformatório em Wittenberg. E radicalizou tudo. No inverno de 1521-22, ele escreveu e publicou um livreto com o título “Da Eliminação das Imagens” (Von abtuhung der Bylder). O livro era curto – poucas páginas. Mas suas consequências foram imensas.

A argumentação de Karlstadt era simples e, para muitos, convincente: o Segundo Mandamento proíbe fazer “imagem de escultura” (Êxodo 20.4). Ele interpretava isso literalmente: qualquer imagem – escultura, pintura, vitral – era violação do mandamento e, portanto, idolatria. Os “ídolos de óleo” sobre os altares eram invenção do demônio. Todas as imagens deviam ser removidas – não apenas as marianas, mas todas as representações visuais.

Karlstadt também tinha um argumento social: a riqueza gasta em imagens ornamentadas deveria ser usada para alimentar os pobres. Destruir imagens era, portanto, ato de justiça social e obediência a Deus.

O livreto foi distribuído em duas edições por todo o mundo de língua alemã. A recepção ignorou completamente o argumento social. Apenas o apelo iconoclasta foi recebido – e com entusiasmo devastador.

Lutero: Liberdade Evangélica vs. Novo Legalismo

Lutero ficou horrorizado. Não porque discordasse teologicamente com críticas a abusos católicos relacionados a imagens. Mas porque via no iconoclasmo violento exatamente aquilo contra o qual estava lutando: a imposição legalista de regras externas como caminho de salvação.

Nos Sermões Invocavit, Lutero estabeleceu princípios que se tornariam fundamentais para o luteranismo:

Primeiro: A distinção entre “posso” e “devo”. Evangelicamente, muitas coisas são permitidas (posso). Mas isso não significa que sejam obrigatórias (devo). Karlstadt estava transformando a ausência de imagens em nova lei: “vocês DEVEM destruir imagens para serem verdadeiros cristãos”. Isso é legalismo, não liberdade.

Segundo: O amor ao próximo supera liberdade pessoal. Mesmo que imagens fossem problemáticas (e Lutero admitia que poderiam ser), destruí-las violentamente ofendia os fracos na fé e criava escândalo. Paulo ensina em Romanos 14 que devemos considerar consciência alheia, não apenas nossa liberdade.

Terceiro: Mudança deve vir pela Palavra, não pela força. Reforma genuína acontece quando a Palavra de Deus convence corações, não quando multidões destroem propriedade alheia. Violência iconoclasta é coerção, não conversão.

Quarto: Imagens têm valor didático. Lutero citava Gregório Magno: imagens são “a Bíblia dos pobres”. Para crianças e pessoas simples que não sabem ler, imagens podem ensinar verdades bíblicas. Proibi-las completamente é privar esses grupos de ferramenta pedagógica valiosa.

Lutero foi explícito: “Imagens são memoriais e testemunhos e como tais devem ser toleradas.” Mais ainda: “As imagens movem a fé das crianças e dos simples. A fé cristã não se dirige apenas aos ouvidos, mas também aos olhos das pessoas.”

Essa posição ficou ainda mais clara com a publicação dos Catecismos Maior e Menor de Lutero (1529), ambos ricamente ilustrados. Lutero encomendou xilogravuras de Lucas Cranach para seus catecismos e hinários. Igrejas luteranas continuaram usando crucifixos, vitrais, pinturas de cenas bíblicas.

O princípio luterano ficou estabelecido: o que a Escritura não proíbe explicitamente, é permitido. Imagens não são necessárias ao culto, mas também não são proibidas. São “adiáfora” – coisas indiferentes que cada comunidade pode decidir conforme edificação.

Zuínglio e Calvino: Iconoclasmo Teológico e Sistemático

A tradição reformada (suíço-francesa), porém, tomou direção radicalmente diferente.

Ulrico Zuínglio (1484-1531), reformador de Zurique, adotou posição muito mais estrita que Lutero. Para Zuínglio, qualquer coisa não explicitamente ordenada na Escritura deveria ser eliminada do culto. Esse princípio, conhecido como “princípio regulador”, levava a conclusão oposta ao “princípio normativo” luterano.

Zuínglio argumentava: onde, na Escritura, Deus ordena que usemos imagens no culto? Não ordena. Logo, não devem ser usadas. Mais ainda: o Segundo Mandamento proíbe fazer imagens “do que há em cima nos céus” (Êxodo 20.4). Cristo ressurreto está no céu. Portanto, representações de Cristo são violações diretas do mandamento.

Em junho de 1524, após longos debates públicos (Zuínglio sempre procurou fazer mudanças através de consenso oficial, não violência de multidão), o Conselho de Zurique ordenou remoção sistemática de todas as imagens das igrejas. Mas diferente do caos em Wittenberg, em Zurique foi processo ordenado: autoridades removeram metodicamente estátuas, pinturas, murais, decorações de altar, lâmpadas votivas e cadeiras de coro esculpidas. As paredes de cada igreja foram caiadas de branco.

João Calvino (1509-1564), uma geração mais jovem que Lutero e Zuínglio, sistematizou e aprofundou a posição reformada. Nas Institutas da Religião Cristã (1536, edições posteriores até 1559), Calvino dedicou seções inteiras à questão das imagens.

A argumentação de Calvino é teologicamente sofisticada:

Primeiro: Deus é espírito invisível e transcendente. Qualquer tentativa de representá-lo visualmente é, por definição, redução do infinito ao finito, do Criador à criatura. É substituir a glória de Deus por idolatria (Romanos 1.23).

Segundo: A encarnação não muda isso. Mesmo que Cristo tenha assumido carne humana, Ele agora está glorificado no céu. Representações visuais de Cristo tentam capturar sua humanidade, mas negligenciam ou distorcem sua divindade. Além disso, focam atenção em aparência física (que não conhecemos com certeza), desviando de Sua Palavra revelada.

Terceiro: Corrupção humana após a Queda. A humanidade caída tem tendência irresistível à idolatria. Dar imagens às pessoas é como dar fósforos a crianças perto de pólvora. Mesmo que intenção inicial seja apenas “memorial”, rapidamente degenera em adoração da própria imagem.

Quarto: Deus já nos deu “imagens” verdadeiras. Os sacramentos (batismo e Ceia) são “sinais visíveis” instituídos pelo próprio Deus. Adicionar imagens humanas é arrogância – como se Deus não soubesse comunicar-se adequadamente e precisasse de nossa ajuda artística.

Calvino não era contra arte em si. Ele reconhecia valor de pintura, escultura, música fora do contexto de culto. O que ele condenava absolutamente era uso de representações visuais dentro das igrejas, no contexto de adoração.

Sob influência de Calvino, igrejas reformadas em Genebra, Escócia (presbiterianos de John Knox), Holanda (calvinistas holandeses) e comunidades huguenotes na França removeram sistematicamente todas as imagens. Paredes foram caiadas. Altar foi substituído por mesa simples. Crucifixos removidos. Vitrais destruídos ou substituídos por vidro transparente.

O culto reformado tornou-se radicalmente centrado na Palavra: pregação longa, leitura extensiva da Escritura, salmos cantados sem acompanhamento instrumental (em muitas comunidades), oração. Nada visual que pudesse distrair dos ouvidos atentos à Palavra.


O Debate Continua: Colóquio de Marburg (1529)

Em 1529, o príncipe Filipe de Hesse convocou um encontro entre líderes luteranos e reformados em Marburg, tentando unificar o movimento protestante contra ameaça católica. Lutero e Zuínglio se encontraram.

Eles concordaram em 14 dos 15 artigos debatidos. Mas discordaram profundamente em um ponto crucial: a presença de Cristo na Ceia do Senhor. Para Lutero, Cristo estava “realmente presente” nos elementos (embora rejeitasse transubstanciação católica). Para Zuínglio, a Ceia era memorial simbólico.

Embora o debate tenha focado na eucaristia, a questão das imagens estava subjacente: como Deus se comunica conosco? Através de meios físicos (pão, vinho, imagens) ou apenas espiritualmente através da Palavra?

Lutero mantinha que Deus usa meios físicos porque somos criaturas psicossomáticas – corpo e alma. Zuínglio enfatizava que “o Espírito dá vida; a carne não produz nada que se aproveite” (João 6.63).

Eles não chegaram a acordo. E o protestantismo permaneceu dividido até hoje entre tradição luterana (mais visual, sacramental) e tradição reformada (mais austera, centrada na Palavra).

Consequências Históricas: O Que Foi Perdido

O iconoclasmo protestante – especialmente na tradição reformada – teve consequências culturais imensas.

Obras de arte insubstituíveis foram destruídas. Esculturas góticas medievais, vitrais intrincados, pinturas renascentistas, altares barrocos – milênios de arte cristã foram perdidos em ondas de destruição. Museus europeus hoje exibem apenas fragmentos do que existiu.

O historiador luterano Martin Dreher chama isso de “uma das maiores catástrofes na história da humanidade”. Ele argumenta: “Quando se destruíram as imagens, destruiu-se o elemento que deixa o que é cristão transformar-se em sentimento. A imagem provoca e confirma o pensamento simbólico, sem o qual não se pode imaginar religiosidade viva.”

Dreher continua: “Observando imagens religiosas aprendemos a sentir simbolicamente. A melhor forma de introduzir crianças no mundo de concepções cristãs é através de imagens. Quando aprendemos a ver a imagem apenas como ‘ídolo’, destruímos a percepção para o pensamento simbólico” [1]

Mas há outra perspectiva. Calvino e Zuínglio diriam: o que foi perdido não era essencial à fé. Pelo contrário, estava corrompendo a fé, desviando atenção de Deus para objetos materiais. A simplicidade resultante – culto centrado na Palavra, sem distrações visuais – purificou a adoração.

E Hoje? Como Protestantes Devem Pensar Sobre Imagens

Então, qual é o ensino protestante sobre imagens? Depende de qual tradição protestante você está perguntando.

Luteranos mantêm uso moderado de imagens: crucifixos, pinturas de cenas bíblicas, vitrais. Igrejas luteranas históricas na Alemanha e Escandinávia são visualmente ricas. O princípio: imagens são permitidas desde que não sejam adoradas.

Reformados/Presbiterianos tradicionalmente rejeitam todas as imagens nos espaços de culto. Igrejas reformadas clássicas são austeras: paredes brancas, cruz vazia (sem corpo de Cristo), mesa simples. O princípio: culto deve ser regulado estritamente pela Escritura, sem adições humanas.

Anglicanos (Igreja da Inglaterra) representam meio-termo: mantiveram muito da beleza visual católica (vitrais, arquitetura gótica) mas removeram veneração de santos e relíquias. Crucifixos são comuns, mas oração a santos foi eliminada.

Anabatistas/Batistas/Menonitas, influenciados pela Reforma Radical, tendem a simplicidade extrema – às vezes até mais que reformados. Muitas igrejas batistas históricas têm apenas cruz vazia e púlpito central.

Pentecostais/Neopentecostais, embora teologicamente distantes da Reforma, ironicamente adotaram estética iconoclasta: templos sem símbolos tradicionais, enfatizando experiência espiritual direta em vez de mediação visual (É sabido, no entanto, que há uma discussão possível em torno de introduções de diversas outras formas de imagens e objetos).

Evangélicos contemporâneos frequentemente oscilam entre extremos: ou completamente austero (apenas projetor e banda no palco) ou surpreendentemente visual (iluminação elaborada, cenários temáticos, arte moderna).

Lições Para Protestantes Brasileiros Hoje

O que podemos aprender dessa história complexa?

Primeiro: A Reforma não foi monolítica. Não existe “A posição protestante” sobre imagens. Lutero, Zuínglio e Calvino discordaram profundamente. Todos eram protestantes. Todos eram biblicamente fundamentados. Mas chegaram a conclusões diferentes.

Segundo: Iconoclasmo violento nunca foi justificável. Mesmo Calvino e Zuínglio, que teologicamente rejeitavam imagens, insistiam em remoção ordenada através de autoridades constituídas, não violência de multidão. Karlstadt foi criticado por Lutero precisamente porque usou coerção.

Terceiro: O problema nunca foi arte em si, mas idolatria. Todos os reformadores concordavam: adorar imagens é pecado. Mas discordavam sobre se presença de imagens necessariamente leva à idolatria, ou se é possível ter imagens sem adorá-las.

Quarto: Contexto cultural importa. Lutero vivia em contexto onde catolicismo medieval havia criado abusos grotescos com relíquias e imagens. Zuínglio e Calvino viam os mesmos abusos. Mas responderam diferentemente. Suas soluções refletiam não apenas teologia, mas também contextos culturais e históricos específicos.

Quinto: Símbolos visuais não são neutros. Calvino estava certo: humanos caídos têm propensão à idolatria. Dar imagens é arriscar desvio. Mas Lutero também estava certo: somos criaturas visuais, e arte pode educar e edificar. A questão é: como usamos imagens responsavelmente?

Diretrizes Práticas Para Hoje

Com base nessa história, sugiro algumas diretrizes equilibradas:

1. Rejeitar violência iconoclasta absolutamente. Destruir imagens de outros (católicos, ortodoxos, ou qualquer grupo) é pecado – viola amor ao próximo, respeito por propriedade alheia, e testemunho cristão. Discordância teológica nunca justifica vandalismo.

2. Distinguir entre uso pedagógico e adoração. Ter pintura de Jesus ensinando crianças na classe de escola dominical é diferente de ajoelhar-se diante de estátua de Maria. O primeiro é ferramenta didática. O segundo é idolatria. Protestantes devem sempre evitar o segundo, mas podem considerar o primeiro.

3. Manter centralidade da Palavra. Seja qual for nossa posição sobre imagens, o culto protestante deve ser centrado na pregação da Palavra, não em elementos visuais. Calvino estava certo nisso: tendência humana é distrair-se com visível e negligenciar invisível.

4. Respeitar convicções de irmãos. Luteranos que usam crucifixos não são menos protestantes que batistas que não os usam. Ambos estão dentro da tradição reformada legítima. Romanos 14 nos ensina a não julgar irmãos em questões de liberdade cristã.

5. Cuidado com ídolos contemporâneos. Ironicamente, muitas igrejas evangélicas que rejeitam imagens tradicionais criaram novos ídolos: tecnologia, espetáculo, celebridades gospel, experiências emocionais. Se Calvino estivesse vivo hoje, talvez criticasse nossos telões e shows tanto quanto criticou estátuas católicas.

6. Valorizar beleza sem idolatrá-la. Deus criou beleza. Salomão construiu templo ornamentado. Arte glorifica o Criador quando aponta além de si mesma para Ele. Protestantes não precisam ser esteticamente pobres – mas precisam vigilância constante para que beleza não se torne fim em si mesma.

Conclusão: Liberdade, Respeito e Vigilância

A história da Reforma e imagens nos ensina uma lição crucial: questões de liberdade cristã exigem humildade, não dogmatismo.

Lutero tinha convicção forte sobre imagens. Calvino tinha convicção oposta igualmente forte. Ambos amavam a Escritura. Ambos lutaram por pureza da Igreja. Ambos foram usados poderosamente por Deus. E discordaram profundamente.

O que isso nos diz? Que em questões onde a Escritura não é absolutamente clara, há espaço para diferenças legítimas entre cristãos sinceros. E que nossa responsabilidade não é impor nossa convicção sobre outros, mas viver nossa convicção com integridade enquanto respeitamos irmãos que chegaram a conclusões diferentes.

Colossenses 2.16-17 adverte: “Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo.”

A realidade está em Cristo, não em imagens nem em sua ausência. Nossa adoração é a Ele, mediada por sua Palavra e Espírito, celebrada em sacramentos que Ele instituiu, vivida em comunidade que Ele formou.

Se usamos imagens para ensinar crianças ou se mantemos paredes brancas para eliminar distrações – que seja por convicção sincera, não por legalismo. Que seja para glória de Deus, não para exibição de nossa “pureza”. Que seja com amor ao próximo, não com escárnio de quem discorda.

E que nunca, jamais, confundamos convicção teológica com licença para violência. A Reforma nos ensinou a protestar contra erros teológicos. Mas também nos ensinou a fazê-lo com Palavra, não com força.

Que Deus nos dê sabedoria para discernir quando usar liberdade cristã e quando abstermo-nos por amor ao próximo. Que nos dê vigilância para detectar idolatrias – antigas e modernas. E que nos dê graça para manter unidade essencial com todos que confessam Cristo como Senhor, mesmo quando discordamos sobre questões secundárias.


Como sua igreja ou tradição protestante lida com imagens e símbolos visuais? Você já parou para pensar por quê? Sua prática reflete convicção teológica refletida ou apenas tradição herdada sem questionamento? Compartilhe suas reflexões nos comentários.


Referências:

[1] DREHER, Martin. Crise e Renovação da Igreja no Periodo da Reforma. Coleção História da Igreja, v. 3. São Leopoldo, Sinodal. Veja também: Legitimidade do uso de imagens sagradas.


Imagem de Deus


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