E Deus Viu que Era Muito Bom

E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom”. Gênesis 1:26–31


É fácil ser cínico, não é? Basta ligar o noticiário, rolar o feed ou lembrar de uma decepção recente. Parece que o padrão do mundo é o caos, a falha, a maldade. Nós nos acostumamos com o que está quebrado e passamos a desconfiar de tudo o que parece bom demais para ser verdade.

Mas Gênesis nos obriga a confrontar um veredito divino que vem antes de toda a nossa desconfiança. Após criar a humanidade à sua imagem e dar-lhe uma vocação — cuidar, governar, florescer —, Deus não aponta um defeito. Ele observa a totalidade de sua obra e a declara “muito boa”. Esse é o veredito de Deus sobre a realidade. A bondade é o padrão original; o mal é um invasor, um intruso.

Este é o ponto alto do primeiro ato do drama bíblico: a Criação. Antes do pecado, da dor ou da vergonha, a realidade é a bondade transbordante de um Deus bom. O mundo não foi criado neutro ou defeituoso; ele nasceu bom. A dignidade que você vê em outro ser humano é um reflexo dessa imagem original. A beleza de uma paisagem é um vestígio da arte do Criador.

O evangelho não ignora a quebra, mas a confronta com a promessa da restauração. O mesmo Deus que declarou o mundo “muito bom” não o abandonou. Ele enviou Cristo, a imagem perfeita de Deus, para iniciar a re-criação de todas as coisas. A fé em Jesus não é apenas uma fuga do mundo quebrado, mas um convite para, pela graça, começar a enxergar e a participar da restauração dessa bondade original, começando em nosso próprio coração.

O mal é um invasor, não o dono da casa


Passo de Discipulado
Pratique a “arqueologia da bondade”. Durante a semana, anote três coisas a cada dia que reflitam a bondade original de Deus (um gesto de gentileza, a beleza de uma planta, uma comida saborosa). No final de semana, compartilhe sua lista com um amigo ou familiar e pergunte: “Onde você viu a bondade de Deus esta semana?”


Oração
Pai, Criador de um mundo “muito bom”, perdoa meu coração cínico, que tantas vezes normaliza a quebra e se esquece da Tua beleza original. Abre meus olhos para ver os reflexos da Tua criação ao meu redor e a dignidade da Tua imagem nos outros. Que eu não viva como se a Queda fosse a palavra final, mas a partir da Tua obra restauradora em Cristo. Amém.

Quero ir além: Colossenses 1:15–20

Os Evangelhos mostram algo surpreendente. Ninguém saiu ileso de um encontro real com Jesus. O cético teve suas certezas abaladas. O religioso teve sua segurança desmontada. A marginalizada foi restaurada. Até quem achava conhecer Jesus desde sempre descobriu que ainda não o compreendia de verdade.

Em Encontros com Jesus, Timothy Keller nos conduz a esses diálogos com leitura atenta, sensível e biblicamente sólida. Não são histórias distantes nem lições genéricas. São encontros concretos, cheios de perguntas, tensões e reviravoltas, nos quais Jesus responde de forma inesperada e profundamente transformadora.

Este é um livro para quem lê os Evangelhos há anos e percebe que ainda há muito a descobrir. Para quem tem fé, mas convive com dúvidas. Para quem desconfia de respostas fáceis e anseia por um cristianismo honesto, centrado em Cristo.

Se você deseja reencontrar Jesus não como ideia abstrata, mas como pessoa viva que confronta, acolhe e transforma, este livro é um convite aberto.

Talvez você se reconheça em um desses personagens. Talvez perceba que, ao lê-lo, não está apenas observando encontros antigos, mas sendo chamado a um novo encontro hoje.


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