Jornada 52/03
Uma semana. Uma Palavra. Um passo.
“Para cuidar dele e cultivá-lo”. Gênesis 2:15–17

Você já sentiu que a vida é só uma corrida para conseguir mais? Mais dinheiro, mais conforto, mais segurança. A gente trabalha para ter, e tem para consumir, e consome para… o quê? A pergunta fica no ar. E no fundo, bate uma sensação estranha: “Eu fui feito só para isso?”
Gênesis 2 responde com uma cena surpreendente. Deus coloca o ser humano no jardim não para explorar tudo até esgotar, mas para cuidar e cultivar. A primeira vocação humana não é acumular, é zelar. Adão recebe um trabalho antes da Queda, antes do pecado se manifestar. Trabalho não é castigo; é parte do design original. Mas é um trabalho com propósito: refletir o caráter de Deus, que cria, sustenta e cuida.
E tem mais: Deus dá uma ordem junto com a liberdade. “Coma de qualquer árvore, menos de uma.” Não é tirania; é estrutura. Deus está dizendo: “Você é livre, mas não é autônomo. Você governa o jardim, mas não governa a si mesmo. Você é imagem de Deus, não substituto de Deus.”
Aqui está mais uma verdade do primeiro ato da história bíblica: somos criaturas com dignidade e vocação. Dignidade porque carregamos a imagem do Criador. Vocação porque fomos chamados para uma tarefa: cuidar do mundo de Deus, sob a autoridade de Deus, para a glória de Deus. Quando esquecemos disso, o trabalho vira ídolo ou o lazer vira fuga. Mas quando lembramos, até a tarefa mais simples ganha peso eterno.
O evangelho não anula essa vocação; ele a restaura. Em Cristo, o verdadeiro Homem, aprendemos de novo a cuidar. Deus não apenas perdoa nossa rebelião, mas nos reconecta com o propósito original: viver como mordomos generosos, não como donos gananciosos. Você foi feito para algo maior que o consumo. Você foi feito para cuidar.
Você governa o jardim, mas não governa a si mesmo
Passo de Discipulado
Escolha uma área da sua vida (trabalho, casa, relacionamento, bairro) e pergunte: “Como posso cuidar, e não apenas consumir, aqui?” Faça uma ação concreta esta semana: organize algo que está bagunçado, ajude alguém sem esperar retorno, ou cuide de algo que você vem negligenciando. Compartilhe com alguém: “Onde Deus está me chamando para ser mordomo, não dono?”
Oração
Senhor, Tu me criaste à Tua imagem e me deste uma vocação: cuidar do Teu mundo, não explorá-lo. Perdoa-me por tantas vezes viver como dono, não como mordomo. Perdoa-me por buscar autonomia em vez de confiança. Reconecta-me com o propósito para o qual fui feito. Que eu viva esta semana como alguém que reflete o Teu caráter, cuidando do que Tu me confiaste. Em nome de Jesus, amém.
Quero ir além: 1 Coríntios 4:1–2
E se o próximo encontro for o seu?
Os Evangelhos mostram algo surpreendente. Ninguém saiu ileso de um encontro real com Jesus. O cético teve suas certezas abaladas. O religioso teve sua segurança desmontada. A marginalizada foi restaurada. Até quem achava conhecer Jesus desde sempre descobriu que ainda não o compreendia de verdade.

Em Encontros com Jesus, Timothy Keller nos conduz a esses diálogos com leitura atenta, sensível e biblicamente sólida. Não são histórias distantes nem lições genéricas. São encontros concretos, cheios de perguntas, tensões e reviravoltas, nos quais Jesus responde de forma inesperada e profundamente transformadora.
Este é um livro para quem lê os Evangelhos há anos e percebe que ainda há muito a descobrir. Para quem tem fé, mas convive com dúvidas. Para quem desconfia de respostas fáceis e anseia por um cristianismo honesto, centrado em Cristo.
Se você deseja reencontrar Jesus não como ideia abstrata, mas como pessoa viva que confronta, acolhe e transforma, este livro é um convite aberto.
Talvez você se reconheça em um desses personagens. Talvez perceba que, ao lê-lo, não está apenas observando encontros antigos, mas sendo chamado a um novo encontro hoje.









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