Jornada 52/04
Uma semana. Uma Palavra. Um passo.
Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens. Colossenses 3:23

Você já acordou na segunda-feira com aquele peso no peito? Não é só cansaço; é a sensação de que o trabalho virou um monstro que nunca dorme. Ele exige mais, promete menos, e no fim do dia você se pergunta: “Para quê tudo isso?” O trabalho pode facilmente se tornar um ídolo que devora nossa saúde, nossos relacionamentos e nossa alma.
Mas Paulo escreve algo radical para escravos cristãos do primeiro século — gente que não escolhia o próprio trabalho, que não tinha direitos trabalhistas, que vivia sob opressão. E ele diz: “Façam tudo de coração, como para o Senhor, não para os homens.” Isso não romantiza a injustiça nem chama o oprimido a gostar do abuso. Paulo está reposicionando a identidade e a motivação do cristão, mesmo em condições duras.
A diferença está em quem você serve. Quando trabalhamos “para os homens”, viramos reféns da aprovação alheia, do salário, do reconhecimento. O trabalho vira um deus cruel que nunca está satisfeito. Mas quando trabalhamos “para o Senhor”, o trabalho volta a ser o que Deus planejou desde o jardim: uma forma de refletir o caráter do Criador, de servir ao próximo, de cuidar da criação.
Isso não significa trabalhar mais; significa trabalhar diferente. Você pode fazer a mesma tarefa de sempre, mas agora com um público diferente. Não é o chefe que define seu valor; é Deus. Não é o resultado que dá sentido; é a obediência..
E aqui está a graça: Deus não espera que você seja perfeito no que faz. Ele espera que você faça o que faz como alguém que já foi aceito por Cristo, não como alguém que ainda precisa provar algo. O evangelho liberta o trabalho. Em Cristo, você não trabalha para ganhar o amor de Deus; você trabalha porque já o tem.
Não é o chefe que define seu valor; é Deus.
E isso muda tudo: o trabalho deixa de devorar e passa a adorar.
Passo de Discipulado
Antes de começar o trabalho na segunda-feira, ore uma frase simples: “Senhor, hoje eu trabalho para Ti, não apenas para mim ou para os outros.” Durante a semana, escolha uma tarefa que você normalmente faz no piloto automático e pergunte: “Como posso fazer isso como para o Senhor?” Compartilhe com alguém: “O que muda quando vejo meu trabalho como adoração?”
Oração
Senhor, confesso que muitas vezes meu trabalho virou um ídolo ou um fardo. Perdoa-me por buscar nele o que só Tu podes dar: sentido, valor, aprovação. Ensina-me a trabalhar como para Ti, não para impressionar ou para escapar. Que meu trabalho seja adoração, não escravidão. Liberta-me da tirania do desempenho e me lembra que já sou aceito em Cristo. Amém.
Quero ir além: Gênesis 2:15
E se o próximo encontro for o seu?
Os Evangelhos mostram algo surpreendente. Ninguém saiu ileso de um encontro real com Jesus. O cético teve suas certezas abaladas. O religioso teve sua segurança desmontada. A marginalizada foi restaurada. Até quem achava conhecer Jesus desde sempre descobriu que ainda não o compreendia de verdade.

Em Encontros com Jesus, Timothy Keller nos conduz a esses diálogos com leitura atenta, sensível e biblicamente sólida. Não são histórias distantes nem lições genéricas. São encontros concretos, cheios de perguntas, tensões e reviravoltas, nos quais Jesus responde de forma inesperada e profundamente transformadora.
Este é um livro para quem lê os Evangelhos há anos e percebe que ainda há muito a descobrir. Para quem tem fé, mas convive com dúvidas. Para quem desconfia de respostas fáceis e anseia por um cristianismo honesto, centrado em Cristo.
Se você deseja reencontrar Jesus não como ideia abstrata, mas como pessoa viva que confronta, acolhe e transforma, este livro é um convite aberto.
Talvez você se reconheça em um desses personagens. Talvez perceba que, ao lê-lo, não está apenas observando encontros antigos, mas sendo chamado a um novo encontro hoje.









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